Archive for the ‘GNU/Linux’ category

Erro no plugin do java: load: class testvm2/Main.class not found

February 22nd, 2010

Este erro é causado por um bug do Netbase. Para resolver o problema:

Abra o arquivo  /etc/sysctl.d/bindv6only.conf  e escreva a linha:
net.ipv6.bindv6only=0

Reinicie o procps:
# invoke-rc.d procps restart

Erro de protocolo MSN no Debian Lenny

December 24th, 2009

O protocolo do MSN foi alterado e a versão do pidign do Debian Lenny deixou de funcionar. Para solucionar o problema, basta atualizá-lo pela versão disponibilizada no www.backports.org

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Palestra: construindo software em ambiente de desenvolvimento livre

October 7th, 2009

Palestra realizada em 02/10/2009 no 6 Fórum Goiano de Software Livre (FGSL).

Construir software envolve várias etapas desde sua elaboração até a fase de correção de bugs e liberação. Dentro do movimento do SL, esse processo exige o conhecimento em várias áreas para que se possa contribuir efetivamente com trechos de código. Nesta palestra, apresentamos vários desses elementos, processos, técnicas para que o programador possa ter noção de todas as partes :

  • Sistema operacional
  • Toolchain
  • Linguagens de programação
  • Bibliotecas
  • IDEs
  • Controle de versão
  • Bug tracking
  • Codificação
  • I18n e l10n
  • Padrões
  • Empacotamento
  • Melhores práticas e processos

Licença:  Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil

Download da palestra

Arquivo fonte da palestra

Certificado de Palestrante

Criar uma nova distribuição é necessário?

August 25th, 2009

Podemos observar nas listas de discussão a “guerra de sexos” sobre novos projetos de criação de distribuições. Atualmente trabalho no desenvolvimento do Sacix e do Ekaaty, o primeiro baseado em Debian e o segundo em Fedora. A princípio não podemos considerar o Sacix como uma distro, mas vamos considerá-lo como tal. Qual a motivação da criação de distribuições? Não seria melhor contribuir diretamente com o Debian ou Fedora? Quais vantagens ou desvantagens em usar os sistemas que foram criados?

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Ekaaty Linux no FISL 10

July 7th, 2009

“Após o fisl 10 o Ekaaty Linux passou a ser comentado em vários sites e blogs. Essa é mais uma conquista que o time consegue com louvor.

Após alguns anos sem ir ao FISL o time do Ekaaty Linux demonstrou responsabilidade e atitude na décima edição do evento. O grupo do Ekaaty foi ao fórum junto com membros da célula de software livre da faculdade Área1 e membros de Minas Gerais, ganhando novos membros de outros estados como Rio Grande do Sul e Brasília.”  (Cristiano Furtado, 2009)

Mais informações em:

http://www.ekaaty.org/v3/index.php/noticias/7-noticias/23-ekaaty-linux-no-fisl-10

Teclado em espanhol

April 17th, 2009

Recentemente comprei um notebook com o teclado em espanhol. Configurei a língua do sistema para Português e o teclado para espanhol, mas o til não funcionava como deveria.

Problema:

A tecla ~ (AltGr + 4) no teclado espanhol não acentuava caracteres como ã e õ.

Solução:

Para resolver o problema, basta editar as configurações de símbolos do teclado. No arquivo /usr/share/X11/xkb/symbols/es, estão indicados como os caracteres serão representados na tela ao serem pressionados no teclado. Então, localize a linha que indica a representação da tecla til e faça as alterações necessárias:

Linha antiga:

key { [ 4, dollar, asciitilde, dollar] };

Linha nova:

key { [ 4, dollar, dead_tilde, asciitilde] };

Pronto, reinicie o servidor X e o ~ já estará funcionando!

C com acento

April 17th, 2009

Um erro bastante comum na configuração de uma distribuição com teclado Americano Internacional é a acentuação da letra C. Na língua portuguesa, ao pressionar as teclas

‘ + c = ç

deveria aparecer o cedilha, mas em outras línguas aparece o ?.

‘ + c = ?

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Skype no AMD64

April 17th, 2009

Diversas aplicações não funcionam corretamente na arquitetura 64 bits e o Skype é uma delas.

Assine a petição online para que seja desenvolvida uma versão para esta arquitetura ou para liberar o acesso e modificação ao código do produto:

http://www.petitiononline.com/skype64/

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VMWare no AMD64

April 17th, 2009

Distribuição: Ubuntu 8.04
Kernel: 2.6.24-16-generic
Processador: AMD64

Após atualizar o Ubuntu da versão 7.10 para a versão 8.04 tive de reconfigurar o VMWare com o comando

vmware-config.pl

mas apresentou o seguinte erro:

one of the pre-built vmmon modules for VMware Server is suitable for your
running kernel. Do you want this program to try to build the vmmon module for
your system (you need to have a C compiler installed on your system)? [yes]

Using compiler “/usr/bin/gcc”. Use environment variable CC to override.

What is the location of the directory of C header files that match your running
kernel? [/lib/modules/2.6.24-16-generic/build/include]

Extracting the sources of the vmmon module.

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QoS: Introdução à qualidade de serviço

April 17th, 2009

Introdução

Qualidade de serviço (QoS – Quality of Service) é uma propriedade importante na comunicação de dados. Naturalmente a transmissão de dados na Internet ocorre seguindo o modelo “best-effort”, pelo qual os serviços não são diferenciados (por exemplo pela sua ocupação de banda ou latência). Cada stream de dados transferidos detêm a mesma “prioridade” no canal.

O ITU (International Telecommunication Union), órgão responsável por definir padrões principalmente de telefonia, no padrão X.902, refere-se a QoS como “Um conjunto de requisitos de qualidade no comportamento coletivo de um ou mais objetos. O número de parâmetros de QoS descreve a velocidade e confiabilidade da transmissão, como throughput, atraso e taxa de erro.”
O objetivo de se construir uma arquitetura que implemente o QoS é permitir, através de uma escolha de serviços, que alguns pacotes trafeguem com maior prioridade do que outros. Com isso podemos, por exemplo, priorizar tráfego de voz ao de download de mp3, fazer reserva de banda, melhorar o sistema de congestionamento do tráfego e a perda de pacotes.

A diferenciação do serviços deve estar associada ao comportamento daquele serviço na rede. Assim, podemos construir uma arquitetura de QoS para prover uma entrega fim-a-fim através de uma rede heterogênea baseada em vários níveis:

  • Nível host: QoS em um nó da rede implica em enfileiramento dos pacotes, escalonamento e controle de banda
  • Nível host-to-host: técnicas de QoS para sinalização entre os nós
  • Nível network: Funções de gerenciamento e políticas de QoS para controlar o tráfego da rede

Nem todas as técnicas serão apropriadas para todos os roteadores e hosts da rede, pois eles podem ter funções diferentes em cada ambiente implantado.

No geral, roteadores de borda implementam:

  • Enfileiramento de pacotes (Queueing)
  • Classificação de pacotes
  • Políticas de roteamento

Já nos backbones:

  • Gerenciamento do congestionamento

Veremos abaixo como essas técnicas podem ser implantadas nos sistemas Linux e *BSDs.

Ferramentas e sistemas operacionais:

  • Linux

O sistema Linux 2.2 ou superior está preparado para aceitar diversas políticas de roteamento avançadas baseadas em políticas diversas. Na seção Networking Options do kernel 2.6.21, por exemplo, temos que habilitar a opção
“QoS and/or fair queueing”
que irá permitir a utilização do “Differentiated services (diffserv)” e o “Resource Reservation Protocol (RSVP)” no seu roteador. Além disso, precisamos habilitar qual algoritmo de enfileiramento de pacotes iremos utilizar (Class Based Queueing, Hierarchical Token Bucket, Random Early Detected, etc) e o sistema de classificação de cada pacote (Routing Decisio, Netfilter Mark – utilizado pelo iptables, RSVP, etc). Com isso podemos utilizar as ferramentas no nível do usuário para configurar esses itens selecionados.

A ferramenta iproute, criada por Alexey Kuznetsov, um dos contribuidores do kernel Linux, é ideal para a configuração de rotas e endereços IPs. Ela veio para substituir o antigo ifconfig que persiste na maioria das distribuições. Com essa ferramenta você pode:

  • Habilitar / Desabilitar interfaces de redes
  • Configurar interfaces de redes
  • Criar diversas tabelas de roteamento para cada tipo de serviço
  • Criar túneis e políticas de roteamento avançadas

Podemos utilizar junto com o iproute a ferramenta tc, que faz a divisão da banda (tráfego de saída), escalonamento (garantia de banda para todos) e cria políticas para entrada de dados.

Algumas outras técnicas podem ser utilizadas para controlar o tráfego. A utilização do iptables + iproute é muito utilizada em locais onde existem mais de um link para internet. Nesse caso o iptables marca os pacotes que deverão sair por uma interface e por outra. O iproute é utilizado para definir as tabelas de roteamento de cada pacote marcado.

Uma outra idéia seria utilizar o squid para priorizar tráfego http. Com as configurações das chamadas “delay_pools” podemos criar classes com prioridades diferentes. Uma classe pode conter um conjunto de hosts, usuários e /ou combinação de ACLs (Access Control Lists) definidas pelo administrador.

  • BSDs

O *BSD foi criado pela Universidade de Berkley para ser um sistema operacional livre, gratuito. Ganhou fama pela sua robustez, segurança e desempenho em servidores.

Na família BSDs (NetBSD, OpenBSD, FreeBSD), utilizamos o sistema Packet Filter (pf) para implementar o firewall, controle de banda, priorização de pacotes e balanceamento de carga. Uma ferramenta completa

Conclusões:

Percebemos que o QoS está diretamente ligado ao tipo de serviço oferecido para os usuários. Os provedores de acesso são os maiores utilizadores das técnicas mostradas para controlar a banda de acordo com o cliente, para estabelecer reserva de banda mínima, etc. Devemos tomar cuidado para que a rede não perca sua neutralidade. Os backbones querem implantar técnicas de QoS para controlar cada serviço utilizado por você e cobrar por eles. VoIP, SMS, P2P, MMS, VoD são alguns dos alvos dos grandes provedores.

Podemos dizer que o QoS está para a futuro da comunicação de dados assim como o IP para a Internet. A interação entre as diversas tecnologias de enlace na Internet, Telefonia e TV refletem a importância dos avanços das técnicas de QoS para a continuidade desses serviços.

Nos próximos artigos falarei sobre a implementação do QoS e suas aplicações no dia a dia do administrador. Leiam as referências e aguardem.

Referências

[1] Next steps for the IP QoS Architecture
http://www.faqs.org/rfcs/rfc2990.html
[2] Quality of Service
http://www.objs.com/survey/QoS.htm
[3] Requirements of a Quality of Service solution for Mobile IP
http://rfc.sunsite.dk/rfc/rfc3583.html
[4] Introduction: Quality of Service Overview – Cisco Systems
http://www.cisco.com/en/US/docs/ios/12_0/qos/configuration/guide/qcintro
[5] Iproute manual pages
man ip
[6] Traffic Control manual pages
man tc
[7] Packet Filter manual
http://www.openbsd.org/faq/pf/